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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cure seu intestino, cure seu corpo - o programa dos 4 R's


"AME SEU INTESTINO, CURE SEU INTESTINO, CURE A SI:

Você sofre de alergias sazonais, ganho de peso, desequilíbrios hormonais, oscilações de humor ou de alguma doença autoimune? Se sua resposta foi sim, você pode ter um intestino permeável. Nos Estados Unidos, os Institutos Nacionais da Saúde (National Institutes of Health - NIH) estimam que cerca de 70 milhões de indivíduos sofrem de problemas digestivos: gases, inchaço, azia, diarreia, constipação e náuseas. No campo da medicina funcional, acreditamos que esses sintomas podem ter origem no intestino, embora seus efeitos sejam sistêmicos e possam afetar todo o corpo. Nós acreditamos que o intestino é o núcleo central da nossa saúde, de modo que é essencial ter um intestino saudável para que seja possível ter um organismo saudável.

Tem tudo a ver com o intestino!
Um sistema digestivo (intestino) que esteja funcionando adequadamente é fundamental para uma boa saúde. Na realidade, cerca de 60-80% do nosso sistema imunológico está localizado nos intestinos e 90% dos nossos neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela regulação do humor) como, por exemplo, a serotonina, também são originadas no intestino. Problemas no trato gastrointestinal podem causar mais do que apenas dores de estômago, gases, inchaço ou diarreia: eles podem ser a causa raiz de muitos problemas de saúde crônicos. Desequilíbrios intestinais ou problemas relacionados a um intestino permeável têm sido relacionados a desequilíbrios hormonais, doenças autoimunes como artrite reumatóide, tireoidite de hashimoto, diabetes, fadiga crônica, fibromiagia, eczema, rosácea e até mesmo depressão, apenas para apontar alguns exemplos.

Ame seu intestino! Cure seu intestino!
Em medicina funcional, nós utilizamos uma abordagem simples que chamamos de "Programa dos 4R" para curar seu intestino.

Programa dos 4R:

1. Remover
Remova o que é ruim. O objetivo é se livrar das coisas que afetam negativamente o ambiente do trato gastrointestinal (GI), tais como alimentos inflamatórios, infecções e substâncias que irritam o sistema gástrico como álcool, cafeína ou drogas.
Alimentos inflamatórios como glúten, lactose, milho, soja, ovos e açúcar podem levar a sensibilidades alimentares. Eu recomendo o Método Myers e o teste IgG food sensitivity para determinar se algum tipo de comida é problemático para você. Infecções podem ser causadas por parasitas, leveduras ou bactérias. Uma análise compreensiva das fezes é a chave para determinar os níveis de bactérias boas, assim como eventuais infecções que possam estar presentes. Remover as infecções pode requerer tratamentos com ervas, medicamentos antiparasitários, medicamentos  e suplementos antifúngicos e até mesmo antibióticos.   


2. Realocar
Realoque o que é bom. Acrescente de volta os ingredientes essenciais para uma digestão e absorção adequadas, que podem ter sido empobrecidos ou esgotados por conta da dieta, drogas ou remédios (como, por exemplo, medicamentos antiácidos), doenças ou pelo simples avanço da idade. Isso inclui enzimas digestivas e ácidos biliares, que são necessários para uma boa digestão. 

3. Reinocular
Restaurar a flora intestinal para restabelecer um equilíbrio saudável de bactérias boas é primordial. Pode-se conseguir isso tomando um suplemento probiótico que contenha microorganismos benéficos, como, por exemplo, as espécies bifidobacteria e lactobacillus. Eu recomendo algo em torno de 25 a 100 bilhões de unidades ao dia. Além disso, a ingestão de prebióticos (que podem ser obtidos por meio do consumo de alimentos ricos em fibras solúveis ou  em forma de suplementos industrializados em cápsulas) também é importante. 

4. Reparar
Fornecer os ingredientes necessários para ajudar o intestino a se reparar é essencial. Um dos meus suplementos favoritos é a L-Glutamina, um aminoácido que ajuda a rejuvenescer o revestimento da parede intestinal. Outros nutrientes chave incluem zinco, omega 3 proveniente do óleo de peixes, vitaminas A, C e E, além de ervas como o Olmo e a Aloe Vera (também conhecida como Babosa)

Não importa qual seja o seu problema de saúde, o Programa dos 4R certamente irá ajudar você e seu intestino a se recuperarem. Eu já testemunhei reversões dramáticas de doenças crônicas e inflamatórias em um curto período de tempo, apenas utilizando essa simples abordagem. 


RECEITA FÁCIL!

Meu "smoothie recuperador de intestino" favorito!

1/2 - 1 xícara de leite de amêndoas
1/4 colher de chá (100 bilhões de unidades) de probiótico
1 medida (5000mg) de L-Glutamina
3 talos de couve vermelha
3 talos de couve lacinato (também conhecida como "couve dinossauro")*
1/2 xícara de mix orgânico congelado de frutas vermelhas (amoras, framboesas e morangos)
2 medidas de proteína em pó

Bata no liquidificador e está pronto!

* N.T. - Se for difícil encontrar essa couve, acredito que possa ser substituída pela couve verde "tradicional".


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Deficiências na Tireoidite de Hashimoto: Extração de Nutrientes


"FUNÇÃO TIREOIDEANA E EXTRAÇÃO DE  NUTRIENTES

A deficiência de nutrientes é um problema comum relacionado ao Hashimoto. Com frequência, pessoas que tem a tireoidite de Hashimoto tornam-se deficientes em nutrientes necessários para a adequade funcão tireoidiana. Por que?
 

O hipotireoidismo em si leva a uma extração deficitária de minerais e vitaminas dos alimentos. Os hormônios tireoidianos determinam o metabolismo do corpo inteiro. Desta forma, o trato digestivo não é poupado, especialmente os intestinos. A falta de hormônios tireoideanos suficientes faz com que a extração de nutrientes torne-se mais difícil e menos eficiente e pode levar à deficiência nutricional.


A falta de hormônios tireoideanos também leva a temperaturas corporais mais baixas, o que não apenas nos faz sentir desconforto em ambientes mais frescos, como pode ter um impacto sobre a síntese hormonal e outros importantes processos corporais tais como a digestão, o crescimento dos cabelos, a regeneração da pele, cicatrização de feridas, etc.

A maioria das pessoas com problemas tireoideanos e fadiga adrenal possuem pouco ácido estomacal (ácido hidroclorico ou HCI), que é necessário para a quebra das proteínas. Isso é conhecido como "acloridia". A falta das enzimas digestivas adequadas leva a uma deficiência de aminoácidos, ferro, zinco e outros nutrientes obtidos a partir da proteína. Os sintomas incluem gases, azia, sensação de inchaço e peso no estômago após consumir uma refeição contendo proteína.

A acloridia, constipação e a digestão incompleta de plantas fibrosas tem sido associadas ao hipotireoidismo.

Testes da função hepática podem sofrer alterações de até 50% nas pessoas com hipotireoidismo, levando a uma produção reduzida de bile, substância que auxilia na digestão dos lipídios. Notavelmente, cálculos biliares ("pedra na vesícula") são mais comuns em pessoas com tireoidite de Hashimoto.

LIDANDO COM AS DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS



Baixos índices de Ácido Estomacal 

O uso de enzimas digetivas, probióticos e ácidos suplementares pode ser necessário para auxiliar a digestão de proteínas. Betaína com Pepsina é um suplemento usado para aumentar os níveis de ácido estomacal e pode ser encontrado em cápsulas, devendo ser tomado após uma refeição rica em proteína, começando com uma cápsula por refeição. A dose pode ser aumentada em mais uma cápsula a cada refeição, até que os sintomas de excesso de ácido sejam sentidos (arrotos, queimação, etc). Neste momento, você saberá que a dose ideal é uma cápsula a menos do que aquela que gerou estes sintomas.

Muitas pessoas ficam surpresas com o fato de que se sentem muito mais dispostas e energéticas após começar a tomar enzimas digestivas junto às refeições.


Corrigir o desequilíbrio bacterial nos intestinos também auxilia a produção de enzimas digestivas. No futuro, traremos novos posts a respeito de deficiências nutricionais, bem como outras intervenções para melhorar a digestão (como dietas e probióticos). 



Pessoas que tenham Hashimoto também são cinco vezes mais propensas a receberem um diagnóstico de doença celíaca. Recentemente, a intolerância ao glúten tem sido descrita como um espectro, com apenas alguns dos casos mais severos de danos sendo diagnosticados como doença celíaca. Ademais, algumas pessoas com Hashimoto podem apresentar uma intolerância semelhante à celíaca a proteínas do leite (whey e/ou caseína), proteínas do ovo (albumina) ou proteínas da soja.

Muitos destes casos não são diagnosticados e, quando as pessoas continuam a ingerir tais alimentos, estão danificando seus intestinos e privando-se de nutrientes vitais. Soa surpreendente, mas mesmo pessoas acima do peso podem estar completamente desnutridas e deficientes de nutrientes por conta dos alimentos que ingerem. Intolerâncias alimentares serão discutidas em maior detalhe em posts futuros ou podem ser encontrado neste livro .

Estas enzimas devem estimular seu organismo a produzir seu próprio ácido e ajudar você a extrair os nutrientes dos alimentos que consome. Depois de algum tempo, você deve poder parar de tomar os suplementos enzimáticos, conforme seu próprio corpo vai produzindo uma quantidade suficiente de ácido digestivo. Como alternativa, suco de limão e vinagre de maçã também podem ajudar a produzir mais ácido digestivo.

OBS: Lembre-se de sempre CONSULTAR SEU MÉDICO antes de tomar qualquer suplemento alimentar, enzimático ou mesmo recursos naturais como vinagre ou limão! O uso indiscriminado de tais substâncias por algumas pessoas pode gerar outros problemas como, por exemplo, gastrite ou mesmo úlceras estomacais. 

Corrigir o desequilíbrio bacteriano nos intestinos também ajuda a produzir enzimas digestivas suficientes. No futuro, traremos novos posts sobre deficiências nutricionais e outras intervenções para auxiliar a digestão (como dietas e probióticos).
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