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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Tem Hashimoto? Você pode querer reconsiderar o leite...

Fonte da imagem: Blog Thiago Esser


"TEM HASHIMOTO? VOCÊ PODE QUERER RECONSIDERAR O LEITE

Muito já foi dito sobre o impacto das dietas sem glúten na autoimunidade da tireoide e eu sou uma grande defensora das dietas livres de glúten para condições autoimunes. No entanto, tenho recebido alguns e-mails de pessoas que retiraram o glúten de suas dietas, mas não notaram nenhuma melhora... 

Geralmente, se o glúten era um gatilho para a produção de anticorpos anti-tireoideanos, você deveria notar uma queda significante da quantidade deles, se não uma completa eliminação, em cerca de 3 meses. Se isso não aconteceu, você precisa cavar mais fundo...

Algumas pessoas com Hashimoto podem apresentar uma intolerância similar à doença celíaca a proteínas do leite (whey e/ou caseína), proteínas dos ovos (ovoalbuminas) ou proteínas da soja. Muitos desses casos não são diagnosticados, e conforme as pessoas continuam a ingerir esses alimentos, vão causando danos a seus intestinos e privando-se de nutrientes vitais. Pode soar surpreendente, mas mesmo pessoas que estão acima do peso podem estar completamente mal nutridas e carentes de nutrientes devido aos alimentos que consomem.

Intolerâncias alimentares são diferentes de alergias alimentares...  

As alergias alimentares são mediadas pelo IgE (ou Imunoglobulina E, um tipo de anticorpo do nosso sistema imunológico), tem efeito imediato e são comumente chamadas de "Alergia Verdadeira" pelos profissionais da saúde. Porém, essa terminologia é inadequada e sugere que apenas existem alergias relacionadas ao IgE, e que reações mediadas por outras partes do sistema imunológico são inexistentes.

Eu verifiquei minhas anotações sobre imunologia e adivinha só: Existem pelo menos outros dois componentes do sistema imunológico que reagem a alimentos... Os ramos IgA e IgG. 

Na falta de uma terminologia melhor, as hipersensibilidades relacionadas ao IgA e IgG foram classificadas como "intolerância alimentar" ou "sensibilidade alimentar", mas há diferenças tanto em seus mecanismos quanto em sua propensão a causar dano ao organismo.

Reações alimentares relacionadas ao IgA (similares à doença celíaca)

As intolerâncias alimentares relacionadas ao IgA são mais severas e ocorrem basicamente nos intestinos. Consistem em uma resposta intestinal anormal a certas comidas em indivíduos geneticamente predispostos. As intolerâncias podem se manifestar tanto na infância quanto mais tarde.

Intolerâncias relacionadas ao IgA resultam na inflamação do trato intestinal cada vez que determinado alimento é consumido. Isso resulta em danos aos intestinos, com uma eventual incapacidade de absorver nutrientes, e pode aumentar o risco de doenças autoimunes, câncer, bem como acelerar o processo de envelhecimento através de uma permeabilidade intestinal aumentada.

Esse tipo de intolerância pode ser assintomática ou apresentar os seguintes sintomas: diarreia, fezes amolecidas, constipação, refluxo ácido, má absorção de nutrientes e aumento da permeabilidade intestinal. Também podem causar Síndrome do Intestino Irritável, gases, erupções na pele (incluindo eczema), acne, problemas respiratórios como asma, congestão nasal, dores de cabeça, irritabilidade e deficiências de vitaminas e minerais.

A intolerância relacionada ao IgA mais conhecida é a chamada doença celíaca, que consiste em uma intolerância ao glúten (proteína encontrada no trigo). Contudo, intolerâncias do mesmo tipo (IgA) a proteínas presentes em laticínios, ovos e soja também são muito comuns em portadores de Hashimoto. Tais intolerâncias frequentemente são confundidas com outras síndromes de absorção alimentares menos severas. Por exemplo: Quando comentei com minha instruída amiga farmacêutica que eu tinha intolerância a laticínios, ela disse "Oh, eu também sou intolerante a lactose. Você não pode simplesmente tomar um Lactaid®

De fato, a intolerância a lactose e a intolerância a proteínas do leite são duas coisas completamente diferentes. A lactose é um açúcar do leite, e a habilidade de digeri-lo depende de a pessoa possuir uma enzima chamada "lactase" ou uma bactéria intestinal capaz de digerir leite e açúcar. A intolerância a lactose pode causar inchaço, diarreia, etc, mas não causa inflamação ou dano ao tecido intestinal. 

Uma descrição mais acurada de uma reação alimentar relacionada ao IgA pode ser "Reação Intestinal Inflamatória Autoimune Mediada por Proteína" [em inglês: Protein-Mediated Autoimmune Intestinal Inflamatory Reaction (PAIR)].

Laticínios foram um grande problema para mim! Você pode ler a história aqui (em inglês).

Resumindo, se você tem Hashimoto e não está melhorando com uma dieta livre de glúten, é necessário cavar mais fundo e considerar outras proteínas que possam estar impedindo a capacidade de regeneração do seu organismo.

NOTA: Estas declarações não foram avaliadas pela FDA (Food and Drug Administration) e não têm a intenção de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença."

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cure seu intestino, cure seu corpo - o programa dos 4 R's


"AME SEU INTESTINO, CURE SEU INTESTINO, CURE A SI:

Você sofre de alergias sazonais, ganho de peso, desequilíbrios hormonais, oscilações de humor ou de alguma doença autoimune? Se sua resposta foi sim, você pode ter um intestino permeável. Nos Estados Unidos, os Institutos Nacionais da Saúde (National Institutes of Health - NIH) estimam que cerca de 70 milhões de indivíduos sofrem de problemas digestivos: gases, inchaço, azia, diarreia, constipação e náuseas. No campo da medicina funcional, acreditamos que esses sintomas podem ter origem no intestino, embora seus efeitos sejam sistêmicos e possam afetar todo o corpo. Nós acreditamos que o intestino é o núcleo central da nossa saúde, de modo que é essencial ter um intestino saudável para que seja possível ter um organismo saudável.

Tem tudo a ver com o intestino!
Um sistema digestivo (intestino) que esteja funcionando adequadamente é fundamental para uma boa saúde. Na realidade, cerca de 60-80% do nosso sistema imunológico está localizado nos intestinos e 90% dos nossos neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela regulação do humor) como, por exemplo, a serotonina, também são originadas no intestino. Problemas no trato gastrointestinal podem causar mais do que apenas dores de estômago, gases, inchaço ou diarreia: eles podem ser a causa raiz de muitos problemas de saúde crônicos. Desequilíbrios intestinais ou problemas relacionados a um intestino permeável têm sido relacionados a desequilíbrios hormonais, doenças autoimunes como artrite reumatóide, tireoidite de hashimoto, diabetes, fadiga crônica, fibromiagia, eczema, rosácea e até mesmo depressão, apenas para apontar alguns exemplos.

Ame seu intestino! Cure seu intestino!
Em medicina funcional, nós utilizamos uma abordagem simples que chamamos de "Programa dos 4R" para curar seu intestino.

Programa dos 4R:

1. Remover
Remova o que é ruim. O objetivo é se livrar das coisas que afetam negativamente o ambiente do trato gastrointestinal (GI), tais como alimentos inflamatórios, infecções e substâncias que irritam o sistema gástrico como álcool, cafeína ou drogas.
Alimentos inflamatórios como glúten, lactose, milho, soja, ovos e açúcar podem levar a sensibilidades alimentares. Eu recomendo o Método Myers e o teste IgG food sensitivity para determinar se algum tipo de comida é problemático para você. Infecções podem ser causadas por parasitas, leveduras ou bactérias. Uma análise compreensiva das fezes é a chave para determinar os níveis de bactérias boas, assim como eventuais infecções que possam estar presentes. Remover as infecções pode requerer tratamentos com ervas, medicamentos antiparasitários, medicamentos  e suplementos antifúngicos e até mesmo antibióticos.   


2. Realocar
Realoque o que é bom. Acrescente de volta os ingredientes essenciais para uma digestão e absorção adequadas, que podem ter sido empobrecidos ou esgotados por conta da dieta, drogas ou remédios (como, por exemplo, medicamentos antiácidos), doenças ou pelo simples avanço da idade. Isso inclui enzimas digestivas e ácidos biliares, que são necessários para uma boa digestão. 

3. Reinocular
Restaurar a flora intestinal para restabelecer um equilíbrio saudável de bactérias boas é primordial. Pode-se conseguir isso tomando um suplemento probiótico que contenha microorganismos benéficos, como, por exemplo, as espécies bifidobacteria e lactobacillus. Eu recomendo algo em torno de 25 a 100 bilhões de unidades ao dia. Além disso, a ingestão de prebióticos (que podem ser obtidos por meio do consumo de alimentos ricos em fibras solúveis ou  em forma de suplementos industrializados em cápsulas) também é importante. 

4. Reparar
Fornecer os ingredientes necessários para ajudar o intestino a se reparar é essencial. Um dos meus suplementos favoritos é a L-Glutamina, um aminoácido que ajuda a rejuvenescer o revestimento da parede intestinal. Outros nutrientes chave incluem zinco, omega 3 proveniente do óleo de peixes, vitaminas A, C e E, além de ervas como o Olmo e a Aloe Vera (também conhecida como Babosa)

Não importa qual seja o seu problema de saúde, o Programa dos 4R certamente irá ajudar você e seu intestino a se recuperarem. Eu já testemunhei reversões dramáticas de doenças crônicas e inflamatórias em um curto período de tempo, apenas utilizando essa simples abordagem. 


RECEITA FÁCIL!

Meu "smoothie recuperador de intestino" favorito!

1/2 - 1 xícara de leite de amêndoas
1/4 colher de chá (100 bilhões de unidades) de probiótico
1 medida (5000mg) de L-Glutamina
3 talos de couve vermelha
3 talos de couve lacinato (também conhecida como "couve dinossauro")*
1/2 xícara de mix orgânico congelado de frutas vermelhas (amoras, framboesas e morangos)
2 medidas de proteína em pó

Bata no liquidificador e está pronto!

* N.T. - Se for difícil encontrar essa couve, acredito que possa ser substituída pela couve verde "tradicional".


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sinais de que você tem uma doença autoimune e como revertê-la


"As condições autoimunes afetam mais de 50 milhões de americanos, dentre os quais um alto percentual é formado por mulheres. Na verdade, eu mesma fui diagnosticada com uma doença autoimune chamada Graves. As doenças autoimunes estão entre as 10 causas de óbito de mulheres em idades inferiores a 65 anos. Elas vem em diferentes variações, incluindo artrite reumatóide, diabetes tipo I, doenças da tireóide, lupos, psoríase, esclerose múltipla, etc, causando muitos tipos de sintomas em todo o organismo, com naturezas que podem ir de suaves a severas. Mas o que são [doenças autoimunes], o que as causa e como tratá-las?

O que são doenças autoimunes?

Embora existam muitos tipos diferentes de doenças autoimunes e elas possam afetar diferentes orgãos, todas são similares em sua essência, no sentido de que são uma resposta autoimune causada por uma inflamação sistêmica que leva o corpo a atacar a si mesmo. Seu sistema imunológico tem uma forma muito sofisticada de manter seu organismo seguro, que o leva a identificar todas as substâncias estranhas que entram em seu corpo ou com as quais você tem contato. Caso julgue algo perigoso, seu sistema imunológico produzirá anticorpos para destruir os intrusos.

As doenças autoimunes surgem quando seu organismo está trabalhando duro para se defender de algo potencialmente perigoso, como um alérgeno, uma toxina, infecção ou mesmo um alimento, e não consegue diferenciar o intruso de partes do seu próprio corpo. Confundindo alguns tipos de tecidos com substâncias prejudiciais, seu corpo lança estes anticorpos contra si mesmo, causando estragos a seus órgãos.

O que causa doenças autoimunes?

Existem muitos fatores subjacentes que podem levar alguém a desenvolver uma condição autoimune. Certamente existe um componente genético, mas o "acionamento" ou manifestação de tais genes na realidade é causado por uma série de outros fatores, como toxinas de metais pesados como mercúrio ou micotoxinas do mofo, infecções como candidíase e vírus como Epstein-Barr e herpes simplex e, mais significativamente, inflamações crônicas ligadas a sensibilidades alimentares - particularmente  intolerância ao gluten. Existe uma correlação significativa entre doenças autoimunes e intolerância ou sensibilidade ao gluten.

Sinais de que você pode ter uma doença autoimune:

Se você está experimentando alguns desses sintomas, especialmente se for uma combinação severa deles, é possível que você tenha uma doença autoimune.

1. Dor nas juntas, dores musculares, fraqueza ou tremores
2. Perda de peso, insônia, intolerância ao calor e/ou batimentos cardíacos acelerados
3. Sensação de cansaço ou fadiga, ganho de peso e/ou intolerância ao frio
4. Queda de cabelo ou manchas brancas na pele ou no interior da boca
5. Dor abdominal, sangue ou muco nas fezes, diarreia ou úlceras na boca
6. Secura dos olhos, boca ou pele
7. Dormência ou cãibras nas mãos ou pés
8. Diversos abortos ou sangramentos durante uma gravidez

O que fazer se você suspeitar que tem uma doença autoimune?

Caso suspeite que tem uma doença autoimune, os passos mais importantes para conseguir parar e reverter a doença e seus sintomas são identificar e tratar a causa subjacente. Médicos convencionais tendem a tratar somente os sintomas das doenças autoimunes e não tentar procurar a causa raiz. Com frequência, eles prescrevem medicações anti inflamatórias, esteróides ou imunossupressores. O problema destes tratamentos é que eles não conseguem atingir a causa primária da condição e embora possam ser eficazes a curto prazo, eles não são uma solução a longo prazo.
Tratamentos envolvendo drogas imunossupressoras podem aumentar o risco de infecções graves e até mesmo câncer quando tomadas por muito tempo.
Identificar que doença autoimune está te afetando pode ser um processo difícil. Os sintomas podem ser vagos e essas condições podem se apresentar de muitas formas diferentes, afetando a tireóide, o cérebro, a pele ou outros órgãos. Trabalhar junto com um especialista em medicina funcional que possa analisar o histórico médico da sua família, entender seus fatores de riscos para infecções, sensibilidade a alimentos e toxinas, bem como prestar atenção no que você diz para descobrir como todos os seus sintomas se relacionam e determinar que exames devem ser feitos é uma parte essencial para descobrir a causa raiz de sua condição e ajudar no processo de recuperação.

Qual é a minha abordagem para tratar e reverter doenças autoimunes?

Minha abordagem com pacientes que sabidamente tem ou suspeitam ter uma doença autoimune é imediatamente estabelecer uma dieta de eliminação compreensiva, removendo os "top 12" alimentos inflamatórios de seu cardápio. Eu também recomendo que, se acharem que podem, eles removam todos os grãos e leguminosas da dieta. As lectinas presentes nos grãos e legumes tem sido relacionadas a doenças autoimunes.
Eu solicito um exame de fezes abrangente para verificar os níveis de bactérias boas, além de procurar por sinais de infecções e permeabilidade intestinal. E então eu aplico a Abordagem dos 4R da medicina funcional para curar o intestino. Isso é essencial! Mais de 80% do seu sistema imunológico está no intestino. Se você tem uma doença autoimune, então, por definição, você tem um intestino permeável que precisa ser reparado. Caso contrário, você não vai conseguir reverter sua condição.
Eu verifico os níveis de diversos anticorpos nos exames de sangue e procuro por infecções subjacentes. Depois de tudo isso, se os sintomas ainda não tiverem se resolvido, eu procuro por toxinas ocultas, como mercúrio e micotoxinas. Se encontrarmos metais pesados, eu geralmente encaminho o paciente para um tratamento de quelação oral. Se encontrarmos micotoxinas, eu peço que o paciente trate do ambiente de sua casa (p. ex: fungos, mofo, etc).
Eu sei, por experiência própria, como pode ser pesado, confuso, assustador receber o diagnóstico de uma doença autoimune. Eu também sei que a medicina tradicional oferece tratamento para os sintomas, mas não uma solução real para a doença.
Eu recomendo que você procure um profissional de medicina funcional para ajudar a descobrir a causa raiz da sua doença e ajudar a reverter sua condição. Isso é possível.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Deficiências na Tireoidite de Hashimoto: Extração de Nutrientes


"FUNÇÃO TIREOIDEANA E EXTRAÇÃO DE  NUTRIENTES

A deficiência de nutrientes é um problema comum relacionado ao Hashimoto. Com frequência, pessoas que tem a tireoidite de Hashimoto tornam-se deficientes em nutrientes necessários para a adequade funcão tireoidiana. Por que?
 

O hipotireoidismo em si leva a uma extração deficitária de minerais e vitaminas dos alimentos. Os hormônios tireoidianos determinam o metabolismo do corpo inteiro. Desta forma, o trato digestivo não é poupado, especialmente os intestinos. A falta de hormônios tireoideanos suficientes faz com que a extração de nutrientes torne-se mais difícil e menos eficiente e pode levar à deficiência nutricional.


A falta de hormônios tireoideanos também leva a temperaturas corporais mais baixas, o que não apenas nos faz sentir desconforto em ambientes mais frescos, como pode ter um impacto sobre a síntese hormonal e outros importantes processos corporais tais como a digestão, o crescimento dos cabelos, a regeneração da pele, cicatrização de feridas, etc.

A maioria das pessoas com problemas tireoideanos e fadiga adrenal possuem pouco ácido estomacal (ácido hidroclorico ou HCI), que é necessário para a quebra das proteínas. Isso é conhecido como "acloridia". A falta das enzimas digestivas adequadas leva a uma deficiência de aminoácidos, ferro, zinco e outros nutrientes obtidos a partir da proteína. Os sintomas incluem gases, azia, sensação de inchaço e peso no estômago após consumir uma refeição contendo proteína.

A acloridia, constipação e a digestão incompleta de plantas fibrosas tem sido associadas ao hipotireoidismo.

Testes da função hepática podem sofrer alterações de até 50% nas pessoas com hipotireoidismo, levando a uma produção reduzida de bile, substância que auxilia na digestão dos lipídios. Notavelmente, cálculos biliares ("pedra na vesícula") são mais comuns em pessoas com tireoidite de Hashimoto.

LIDANDO COM AS DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS



Baixos índices de Ácido Estomacal 

O uso de enzimas digetivas, probióticos e ácidos suplementares pode ser necessário para auxiliar a digestão de proteínas. Betaína com Pepsina é um suplemento usado para aumentar os níveis de ácido estomacal e pode ser encontrado em cápsulas, devendo ser tomado após uma refeição rica em proteína, começando com uma cápsula por refeição. A dose pode ser aumentada em mais uma cápsula a cada refeição, até que os sintomas de excesso de ácido sejam sentidos (arrotos, queimação, etc). Neste momento, você saberá que a dose ideal é uma cápsula a menos do que aquela que gerou estes sintomas.

Muitas pessoas ficam surpresas com o fato de que se sentem muito mais dispostas e energéticas após começar a tomar enzimas digestivas junto às refeições.


Corrigir o desequilíbrio bacterial nos intestinos também auxilia a produção de enzimas digestivas. No futuro, traremos novos posts a respeito de deficiências nutricionais, bem como outras intervenções para melhorar a digestão (como dietas e probióticos). 



Pessoas que tenham Hashimoto também são cinco vezes mais propensas a receberem um diagnóstico de doença celíaca. Recentemente, a intolerância ao glúten tem sido descrita como um espectro, com apenas alguns dos casos mais severos de danos sendo diagnosticados como doença celíaca. Ademais, algumas pessoas com Hashimoto podem apresentar uma intolerância semelhante à celíaca a proteínas do leite (whey e/ou caseína), proteínas do ovo (albumina) ou proteínas da soja.

Muitos destes casos não são diagnosticados e, quando as pessoas continuam a ingerir tais alimentos, estão danificando seus intestinos e privando-se de nutrientes vitais. Soa surpreendente, mas mesmo pessoas acima do peso podem estar completamente desnutridas e deficientes de nutrientes por conta dos alimentos que ingerem. Intolerâncias alimentares serão discutidas em maior detalhe em posts futuros ou podem ser encontrado neste livro .

Estas enzimas devem estimular seu organismo a produzir seu próprio ácido e ajudar você a extrair os nutrientes dos alimentos que consome. Depois de algum tempo, você deve poder parar de tomar os suplementos enzimáticos, conforme seu próprio corpo vai produzindo uma quantidade suficiente de ácido digestivo. Como alternativa, suco de limão e vinagre de maçã também podem ajudar a produzir mais ácido digestivo.

OBS: Lembre-se de sempre CONSULTAR SEU MÉDICO antes de tomar qualquer suplemento alimentar, enzimático ou mesmo recursos naturais como vinagre ou limão! O uso indiscriminado de tais substâncias por algumas pessoas pode gerar outros problemas como, por exemplo, gastrite ou mesmo úlceras estomacais. 

Corrigir o desequilíbrio bacteriano nos intestinos também ajuda a produzir enzimas digestivas suficientes. No futuro, traremos novos posts sobre deficiências nutricionais e outras intervenções para auxiliar a digestão (como dietas e probióticos).
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Por onde começar com a Tireoidite de Hashimoto?


"POR ONDE COMEÇAR COM O HASHIMOTO?

Ao longo das minhas pesquisas, eu descobri que o Hashimoto pode atingir mais do que apenas a tireóide.

A maioria dos pacientes com Hashimoto e hipotireoidismo terá refluxo ácido, deficiências de nutrientes, anemia, intestino permeável, alergias alimentares e insuficiência adrenal. Sintomas de digestão e absorção debilitadas, ansiedade, fadiga crônica e alergias a componentes químicos ou ambientais também podem ser notados.

A Tireoidite de Hashimoto é uma condição complicada, com muitas camadas que precisam ser desvendadas. Enquanto a medicina tradicional apenas olha para cada sistema do corpo como uma categoria separada, e só está preocupada com a habilidade da tireóide de produzir hormônios tireoideanos, o Hashimoto é mais do que apenas hipotireoidismo.

Eu levei três anos para descobrir as intervenções no estilo de vida para a Tireoidite de Hashimoto e o hipotireoidismo.

COMO VOCÊ PODE ENCONTRAR A CAUSA RAIZ DA SUA CONDIÇÃO?

Você tem que esmiúçar (DIG AT IT).

Comece com as modificações mais simples, removendo gatilhos, e, em seguida, reparando os outros sistemas defeituosos para restabelecer o equilíbrio, permitindo que o corpo se reconstrua. Você irá cavar  o porquê de seu sistema imunológico estar desequilibrado em primeiro lugar e isso vai dizer a você como começar a finalmente sentir-se melhor, reduzir seus anticorpos tireoideanos e até mesmo fazer com que sua condição entre em remissão.

Você vai ter que criar sua própria linha do tempo da saúde. Olhe para trás, para seu histórico geral, tão lá atrás quanto você conseguir se lembrar. Procure por infecções, períodos de stress severo, uso de medicações (especialmente antibióticos, antiácidos e contraceptivos orais), acidentes e exposição a toxinas. Esses são eventos que podem ter contribuído para [que você desenvolvesse] a tireoidite de Hashimoto. Uma vez que o faça, você irá saber que tipos de mudanças precisa implementar para fazer com que você sinta-se melhor.

SEIS PASSOS PARA QUEBRAR O CICLO VICIOSO NO HASHIMOTO

Passo 1: Diagnóstico correto

Receber o diagnóstico correto é o primeiro passo para ter sua vida de volta. Nosso objetivo é ajudar você a entender seu diagnóstico e as implicações associadas com a tireoidite autoimune, de modo que você possa estar habilitado para reagir efetivamente.

Passo 2: Administração da medicação

Hormônios tireoideanos afetam cada órgão, tecido e célula no corpo. A administração adequada irá permitir que você se recupere dos efeitos do hipotireoidismo, dando-lhe energia, vitalidade e suporte para continuar trabalhando em otimizar sua saúde.

Passo 3: Farmacologia alimentar

Otimizar sua saúde começa com a comida. Descobrir quais alimentos te nutrem e quais te fazem mal é a coisa mais importante que você pode aprender em sua jornada da saúde.

Passo 4: Equilibrando suas adrenais

As adrenais são glândulas que secretam nossos hormônios do stress. O stress excessivo desliga a habilidade do corpo de se curar e causa estragos em nossos hormônios. Quando você cuidar das suas adrenais, seu corpo irá recompensá-lo.

Passo 5: Curando seu intestino

Seu intestino é o lar do seu sistema imunológico. Quando você cura e equilibra sua função intestinal, seu sistema imunológico também se recupera. Hipócrates dizia: "Todas as doenças começam no intestino".

Passo 6: Removendo toxinas

As toxinas podem disparar uma doença autoimune. Reduzir a carga de toxinas permite que o corpo se cure.

IMPLEMENTANDO MUDANÇAS

Saber o que você precisa fazer é uma peça importante do quebra-cabeça; implementar é uma outra grande peça. Algumas vezes, as coisas parecem esmagadoras quando uma multiplicidade de sistemas parecem estar quebrados. Eu não tinha certeza do que deveria fazer logo que iniciei minha jornada da saúde, e eu recebo as mesmas perguntas de muitos de vocês... "Tantas mudanças a fazer, tantos sintomas, por onde eu começo?"

Encontre seu ritmo. Isso é uma maratona, não uma corrida [de velocidade]. Provavelmente você levou muitos anos para ficar com a saúde do jeito que está atualmente e irá levar mais algum tempo para endireitar seu organismo. Eu aprendi recentemente que naturopatas dizem que leva em torno de 1 a 2 meses de recuperação para cada mês que uma pessoa esteve doente. Isso me parece estar correto.

Intervenções no estilo de vida funcionam, mas não tão rapidamente quanto medicações. É por isso que eu sempre recomendo otimizar seus medicamentos como um primeiro passo depois de receber o diagnóstico correto.

Através de muita tentativa e erro, eu descobri que essa ordem em particular é a que melhor funciona para organizar sua vida. Por exemplo, algumas pessoas foram levadas a fazer uma desentoxicação como primeiro passo, tendo em vista que elas tinham muitos sintomas de toxicidade no organismo, contudo, quando a função intestinal está prejudicada, as abordagens baseadas na desentoxicação não funcionam tão bem. Nós frequentemente descobrimos que endireitar a dieta irá aliviar muitos dos sintomas de toxicidade. Desta forma, em termos de mudança de estilo de vida, nós começamos com a comida. Eu sei que parece assustador, mas dê uma chance.