quinta-feira, 1 de outubro de 2015

6 possíveis causas para a Tireoidite de Hashimoto


"SEIS DIFERENTES CAUSAS RAIZ PARA A TIREOIDITE DE HASHIMOTO


Eu costumo receber mensagens de pessoas com Hashimoto e outras condições autoimunes dizendo "agradeço seus esforços, mas eu já tentei de tudo. Já cortei glúten, lactose e soja e ainda tenho Hashimoto. Como o seu livro pode me ajudar?"

Embora mudar sua dieta seja um primeiro passo importantíssimo que ajudará muitas pessoas, se você não vir uma remissão completa da sua condição num período entre 3 e 6 meses, eu te encorajo a cavar mais fundo. Alterar minha dieta foi um passo muito importante na minha jornada de recuperação, mas foi apenas o início.

Dr. Alessio Fasano, um gastroenterologista especialista em doença celíaca e autoimunidade mundialmente reconhecido descreve a autoimunidade como banquinho de três pés, algo que precisa que três coisas estejam presentes para se manifestar:

1. A predisposição genética
2. O gatilho
3. Permeabilidade intestinal

Apesar de não podemos mudar nossos genes, é possível reverter uma condição autoimune removendo os gatilhos e a permeabilidade intestinal.
(Você pode ler sobre esse novo avanço no estudo sobre a autoimunidade [em português, aqui no blog] e como eu encontrei essa informação aqui [em inglês] )

O Dr. Fasano usa o exemplo da doença celíaca para explicar esse fenômeno. A doença celíaca é uma condição autoimune única, em que o glúten age tanto como o gatilho, quanto como a causa da permeabilidade intestinal! Uma vez removido o glúten, o corpo pode se curar e regenerar.

As infecções tem sido apontadas como gatilhos em muitos casos de autoimunidade, e identificá-las e removê-las pode resultar em uma completa remissão da condição autoimune. Você pode ler mais sobre infecções aqui [em inglês].

Embora nem sempre possamos identificar e remover todos os gatilhos, como, por exemplo, o Vírus Epistein Barr (causador da mononucleose), uma outra opção é consertar a permeabilidade intestinal. Isso permitirá muitas pessoas a colocarem suas condições [autoimunes] em remissão, já que o"banquinho de três pernas" da autoimunidade [- com uma perna a menos -] não poderá mais se sustentar!

Com base na minha pesquisa ao longo dos últimos quatro anos, eu gostaria de compartilhar com vocês 6 possíveis causas raiz da permeabilidade intestinal. É claro que existem muitas outras, mas essas seis são um bom ponto de partida [para começar a investigação]:


Observação: alguns de vocês podem ter mais de uma causa raiz, e eu te encorajo a cavar mais fundo!



1. Sensibilidade ao Glúten


A doença celíaca e a sensibilidade ao glúten vem sendo relacionadas a várias condições autoimunes, desde doenças como Hashimoto e Graves, até Artrite Reumatóide. Diversos testes podem ser feitos para determinar se alguém sofre de doença celíaca/sensibilidade ao glúten, no entanto, essas condições podem nem sempre aparecer nos resultados dos exames. Algumas pessoas não descobrem sua sensibilidade ao glúten até decidir retirá-lo da dieta* 
*[N.T.  por conta do bem estar que sentem sem ele, concluem que existe a sensibilidade]

A sensibilidade ao glúten pode ser a única causa raiz em alguns casos, ou pode ser uma dentre outras causas. Todas as pessoas com alguma condição tireoideana autoimune deveriam retirar o glúten da dieta, pois até mesmo naquelas que não têm doença celíaca ou sensibilidade ao glúten, essa substância pode causar permeabilidade intestinal.

Se o glúten era a única causa raiz, a pessoa deve notar uma completa remissão dos anticorpos tireoideanos e a função de sua tireoide pode até mesmo se normalizar num período de 3 a 6 meses! Se não for esse o caso, é necessário cavar mais fundo...

Tratamento: bem direto ao ponto... Fazer exames que possam constatar doença celíaca ou sensibilidade ao glúten e remover essa substância da sua dieta.

Você pode ler mais sobre o glúten e doenças relacionadas neste link [em inglês]


2. Sensibilidade ao Glúten e Proteínas que causam Reação Cruzada


Além da sensibilidade ao Glúten, portadores da Tireoidite de Hashimoto também podem reagir a diversas outras proteínas, inclusive grãos como arroz, quinoa e milho. Alguns especialistas, como o Dr. Wiliam Davis, autor do livro "Barriga de Trigo", sustentam a teoria de que o organismo humano não se desenvolveu para a ingestão de "gramas", como trigo, arroz ou milho. 

Outras pessoas podem reagir a laticínios, nozes, sementes, os alimentos chamados "nightshades"(ou solanáceos, por se tratarem de plantas da família Solanaceae. Por exemplo: tomates, batatas, beringela, pimentão...).


Alguns laboratórios podem oferecer outras opções de testes para sensibilidades alimentares.



Tratamento de escolha: Realizar testes de sensibilidade, dietas eliminatórias, Dieta Paleo (também conhecida como a "dieta do paleolítico"), Dieta Paleo Autoimune, e, em alguns casos, o rodízio entre dietas pode trazer benefícios. É extremamente positivo trabalhar em conjunto com um(a) profissional de nutrição (nutricionista, nutrólogo) nesses casos. Os suplementos que auxiliam o restabelecimento do revestimento intestinal também podem ser benéficos. As enzimas sistêmicas podem prevenir reações a novos alimentos e reduzir as que já existem.


Dois dos meus livros de receitas favoritos para esses tipos de dietas podem ser encontrados nos links abaixo [ambos em inglês]:

Autoimmune Paleo Diet 



3. Deficiências de Zinco e/ou Glutamina


O Zinco e a Glutamina estão entre as substâncias necessárias para a reconstrução do revestimento intestinal. Em períodos de estresse, o corpo retira essas substâncias do intestino e as utiliza para outras finalidades, como, por exemplo, a produção de hormônios adrenais.


Na maioria das vezes, essas substâncias tornam-se disponíveis para nós através da alimentação, e as coisas voltam ao normal depois que o período estressante termina, de modo que o revestimento intestinal é reconstruído com novos ingredientes.
Entretanto, isso se torna um problema para pessoas sob estresse prolongado, com baixas quantidades de ácido estomacal (que é necessário para extrair o Zinco das proteínas) ou que seguem dietas com baixas quantidades de proteína animal, incluindo vegetarianos e veganos, tendo em vista que a glutamina é, primordialmente, encontrada nas proteínas de origem animal (inclusive ovos e laticínios).

Alguns indivíduos que seguia dietas vegetarianas/veganas e reintroduziram proteínas de origem animal de volta em sua alimentação conseguiram colocar a Tireoidite da Hashimoto em remissão. Eu acredito que isso se deve ao fato de que a Glutamina e outros ingredientes tornaram possível a reconstrução do revestimento intestinal dessas pessoas. 

Soluções para essa causa raiz:  suplementação da Glutamina, suplementação do Zinco, caldos [à base] de ossos, gelatina, carnes bem cozidas, Betaína com Pepsina (enzimas digestivas que ajudam a extrair o Zinco dos alimentos), e qualquer uma das dietas densas em nutrientes citadas neste post.


Observação: Outros nutrientes, como a Vitamina D, também são necessários para o adequado funcionamento da barreira intestinal. A maioria dessas intervenções e suplementos irá ajudar praticamente todo mundo que tem Hashimoto. Eu mantenho uma list de suplementos recomendados aqui [em inglês]



4.Parasitoses


Você pode achar que os parasitas só estão presentes em países do "terceiro mundo", com populações mal nutridas. Não é bem assim. Dependendo das fontes, 30-70% da população dos EUA pode estar infectada com parasitas. Os atuais métodos de detecção deixam passar muitos parasitas e, honestamente, quantos de vocês têm sido rotineiramente testados para parasitoses?



Um parasita intestinal pode causar um tremendo dano e tem a capacidade de causar permeabilidade intestinal, sensibilidades alimentares e doenças autoimunes. Se você desenvolveu sua condição autoimune após um período prolongado de estresse, eu recomendo fortemente que faça exames [para testar possíveis parasitoses], já que o estresse nos torna mais suscetíveis a parasitas.


Infelizmente, as dietas são uma solução de curto prazo. Pessoas infectadas por parasitas costumam ter diversas sensibilidades alimentares que persistem, independentemente do que comam ou deixem de comer. É possível que, inicialmente, o indivíduo sinta-se melhor depois de remover alimentos sensibilizantes, mas logo voltará a se sentir mal, uma vez que novos alimentos passarão a causar reações. Você pode estar seguindo a dieta perfeita, tomando um monte de suplementos, mas se tiver uma parasitose, nada disso importa: você não vai conseguir se recuperar totalmente. 

Existem muitos tipos de parasitas, incluindo lombrigas, amebas e protozoários. Diferentes tratamentos funcionam para diferentes parasitas, de modo que, embora tomar um antiparasitário de amplo espectro possa ajudar, eu prefiro descobrir os tipos específicos através de exames mais avançados, como, por exemplo, o GI Effects Profile* (Perfil de Efeitos Gastro Intestinais) ou BioHealth Labs 401H* . Para casos de parasitoses em doenças autoimunes, eu costumo utilizar a abordagem "culpado, até que se prove o contrário", pois já vi muitas pessoas com 5 ou até mesmo 10 exames negativos para parasitas, até sair o resultado de um dos exames acima mencionados, testando positivo. 
*[N.T.: Não sei se esses exames estão disponíveis no Brasil e, caso estejam, como são chamados por aqui. Se alguém souber, por favor, deixe essa informação nos comentários :)] 

Você pode ler mais sobre a abordagem da medicina funcional em relação à tireoide aqui [em inglês].

Solução temporária: probióticos, dietas pobres em carboidratos e outras como a Dieta Paleo Autoimune fazem com que seja mais fácil, para nós, tolerar a sintomatologia das parasitoses, mas isso não vai resultar na eliminação dos parasitas ou da condição autoimune.

Solução: ervas antiparasitárias indicadas para o parasita em questão, medicações antiparasitárias específicas, alguns suplementos, o probiótico S Boulardii e dietas com baixas quantidades de carboidratos também ajudam. 


5. Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado* - SIBO (sigla do inglês "Small Intestinal Bacterial Overgrowth")

*[Você pode ver um pequeno artigo acadêmico - em português - sobre o assunto neste link]

SIBO consiste em uma superpopulação das bactérias do intestino delgado, que pode ser causada pelo uso indevido de antibióticos, consumo de alimentos ricos em amidos, entre outros fatores. A SIBO resulta na permeabilidade intestinal, na medida em que organismo tenta se livrar do excesso de bactérias.

Exames: A SIBO pode ser detectada através de testes respiratórios [link em português, eba! Ver também esse outro link aqui]


Opções de Tratamento: antibióticos, ervas antimicrobianas, dietas elementares e outras como a Dieta do Carboidrato Específico, dietas não-fermentativas (também conhecidas como dietas Low FODMAP'S )* e dieta GAPS são tratamentos de escolha para a SIBO. 
*[Links sobre isso - em português! - aqui e aqui]


6. Infecções por Fungos


O fungo Candida albicans (também causador da candidíase) pode causar permeabilidade intestinal e tem sido relacionado a doenças autoimunes e sensibilidades alimentares. A nutricionista holística Liz Shau fez a gentileza de compartilhar a história de como sua Tireoidite de Hashimoto entrou em remissão depois que ela superou seu problema com a Candida. Leia a história dela neste link [em inglês] 

Exames: Testes intestinais, como o GI Effects profile , podem ajudar a determinar se há um supercrescimento de Candida nos intestinos.

Tratamento:  Probióticos, ervas e medicamentos antifúngicos, dietas anti-candida, como, por exemplo, a dieta Body Ecology . Você pode ler mais sobre a minha experiência com esta última dieta aqui [em inglês] .

Afinal, qual é a sua causa raiz?

Eu te encorajo a esmiúçar (dig at it! - artigo já traduzido aqui no blog). A causa raiz nem sempre é a mesma para todas as pessoas e eu escrevi meu livro para te ajudar a descobrir isso! Eu trato de cada uma das causas mencionadas acima com mais detalhes. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cure seu intestino, cure seu corpo - o programa dos 4 R's


"AME SEU INTESTINO, CURE SEU INTESTINO, CURE A SI:

Você sofre de alergias sazonais, ganho de peso, desequilíbrios hormonais, oscilações de humor ou de alguma doença autoimune? Se sua resposta foi sim, você pode ter um intestino permeável. Nos Estados Unidos, os Institutos Nacionais da Saúde (National Institutes of Health - NIH) estimam que cerca de 70 milhões de indivíduos sofrem de problemas digestivos: gases, inchaço, azia, diarreia, constipação e náuseas. No campo da medicina funcional, acreditamos que esses sintomas podem ter origem no intestino, embora seus efeitos sejam sistêmicos e possam afetar todo o corpo. Nós acreditamos que o intestino é o núcleo central da nossa saúde, de modo que é essencial ter um intestino saudável para que seja possível ter um organismo saudável.

Tem tudo a ver com o intestino!
Um sistema digestivo (intestino) que esteja funcionando adequadamente é fundamental para uma boa saúde. Na realidade, cerca de 60-80% do nosso sistema imunológico está localizado nos intestinos e 90% dos nossos neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela regulação do humor) como, por exemplo, a serotonina, também são originadas no intestino. Problemas no trato gastrointestinal podem causar mais do que apenas dores de estômago, gases, inchaço ou diarreia: eles podem ser a causa raiz de muitos problemas de saúde crônicos. Desequilíbrios intestinais ou problemas relacionados a um intestino permeável têm sido relacionados a desequilíbrios hormonais, doenças autoimunes como artrite reumatóide, tireoidite de hashimoto, diabetes, fadiga crônica, fibromiagia, eczema, rosácea e até mesmo depressão, apenas para apontar alguns exemplos.

Ame seu intestino! Cure seu intestino!
Em medicina funcional, nós utilizamos uma abordagem simples que chamamos de "Programa dos 4R" para curar seu intestino.

Programa dos 4R:

1. Remover
Remova o que é ruim. O objetivo é se livrar das coisas que afetam negativamente o ambiente do trato gastrointestinal (GI), tais como alimentos inflamatórios, infecções e substâncias que irritam o sistema gástrico como álcool, cafeína ou drogas.
Alimentos inflamatórios como glúten, lactose, milho, soja, ovos e açúcar podem levar a sensibilidades alimentares. Eu recomendo o Método Myers e o teste IgG food sensitivity para determinar se algum tipo de comida é problemático para você. Infecções podem ser causadas por parasitas, leveduras ou bactérias. Uma análise compreensiva das fezes é a chave para determinar os níveis de bactérias boas, assim como eventuais infecções que possam estar presentes. Remover as infecções pode requerer tratamentos com ervas, medicamentos antiparasitários, medicamentos  e suplementos antifúngicos e até mesmo antibióticos.   


2. Realocar
Realoque o que é bom. Acrescente de volta os ingredientes essenciais para uma digestão e absorção adequadas, que podem ter sido empobrecidos ou esgotados por conta da dieta, drogas ou remédios (como, por exemplo, medicamentos antiácidos), doenças ou pelo simples avanço da idade. Isso inclui enzimas digestivas e ácidos biliares, que são necessários para uma boa digestão. 

3. Reinocular
Restaurar a flora intestinal para restabelecer um equilíbrio saudável de bactérias boas é primordial. Pode-se conseguir isso tomando um suplemento probiótico que contenha microorganismos benéficos, como, por exemplo, as espécies bifidobacteria e lactobacillus. Eu recomendo algo em torno de 25 a 100 bilhões de unidades ao dia. Além disso, a ingestão de prebióticos (que podem ser obtidos por meio do consumo de alimentos ricos em fibras solúveis ou  em forma de suplementos industrializados em cápsulas) também é importante. 

4. Reparar
Fornecer os ingredientes necessários para ajudar o intestino a se reparar é essencial. Um dos meus suplementos favoritos é a L-Glutamina, um aminoácido que ajuda a rejuvenescer o revestimento da parede intestinal. Outros nutrientes chave incluem zinco, omega 3 proveniente do óleo de peixes, vitaminas A, C e E, além de ervas como o Olmo e a Aloe Vera (também conhecida como Babosa)

Não importa qual seja o seu problema de saúde, o Programa dos 4R certamente irá ajudar você e seu intestino a se recuperarem. Eu já testemunhei reversões dramáticas de doenças crônicas e inflamatórias em um curto período de tempo, apenas utilizando essa simples abordagem. 


RECEITA FÁCIL!

Meu "smoothie recuperador de intestino" favorito!

1/2 - 1 xícara de leite de amêndoas
1/4 colher de chá (100 bilhões de unidades) de probiótico
1 medida (5000mg) de L-Glutamina
3 talos de couve vermelha
3 talos de couve lacinato (também conhecida como "couve dinossauro")*
1/2 xícara de mix orgânico congelado de frutas vermelhas (amoras, framboesas e morangos)
2 medidas de proteína em pó

Bata no liquidificador e está pronto!

* N.T. - Se for difícil encontrar essa couve, acredito que possa ser substituída pela couve verde "tradicional".


- Mais em:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sinais de que você tem uma doença autoimune e como revertê-la


"As condições autoimunes afetam mais de 50 milhões de americanos, dentre os quais um alto percentual é formado por mulheres. Na verdade, eu mesma fui diagnosticada com uma doença autoimune chamada Graves. As doenças autoimunes estão entre as 10 causas de óbito de mulheres em idades inferiores a 65 anos. Elas vem em diferentes variações, incluindo artrite reumatóide, diabetes tipo I, doenças da tireóide, lupos, psoríase, esclerose múltipla, etc, causando muitos tipos de sintomas em todo o organismo, com naturezas que podem ir de suaves a severas. Mas o que são [doenças autoimunes], o que as causa e como tratá-las?

O que são doenças autoimunes?

Embora existam muitos tipos diferentes de doenças autoimunes e elas possam afetar diferentes orgãos, todas são similares em sua essência, no sentido de que são uma resposta autoimune causada por uma inflamação sistêmica que leva o corpo a atacar a si mesmo. Seu sistema imunológico tem uma forma muito sofisticada de manter seu organismo seguro, que o leva a identificar todas as substâncias estranhas que entram em seu corpo ou com as quais você tem contato. Caso julgue algo perigoso, seu sistema imunológico produzirá anticorpos para destruir os intrusos.

As doenças autoimunes surgem quando seu organismo está trabalhando duro para se defender de algo potencialmente perigoso, como um alérgeno, uma toxina, infecção ou mesmo um alimento, e não consegue diferenciar o intruso de partes do seu próprio corpo. Confundindo alguns tipos de tecidos com substâncias prejudiciais, seu corpo lança estes anticorpos contra si mesmo, causando estragos a seus órgãos.

O que causa doenças autoimunes?

Existem muitos fatores subjacentes que podem levar alguém a desenvolver uma condição autoimune. Certamente existe um componente genético, mas o "acionamento" ou manifestação de tais genes na realidade é causado por uma série de outros fatores, como toxinas de metais pesados como mercúrio ou micotoxinas do mofo, infecções como candidíase e vírus como Epstein-Barr e herpes simplex e, mais significativamente, inflamações crônicas ligadas a sensibilidades alimentares - particularmente  intolerância ao gluten. Existe uma correlação significativa entre doenças autoimunes e intolerância ou sensibilidade ao gluten.

Sinais de que você pode ter uma doença autoimune:

Se você está experimentando alguns desses sintomas, especialmente se for uma combinação severa deles, é possível que você tenha uma doença autoimune.

1. Dor nas juntas, dores musculares, fraqueza ou tremores
2. Perda de peso, insônia, intolerância ao calor e/ou batimentos cardíacos acelerados
3. Sensação de cansaço ou fadiga, ganho de peso e/ou intolerância ao frio
4. Queda de cabelo ou manchas brancas na pele ou no interior da boca
5. Dor abdominal, sangue ou muco nas fezes, diarreia ou úlceras na boca
6. Secura dos olhos, boca ou pele
7. Dormência ou cãibras nas mãos ou pés
8. Diversos abortos ou sangramentos durante uma gravidez

O que fazer se você suspeitar que tem uma doença autoimune?

Caso suspeite que tem uma doença autoimune, os passos mais importantes para conseguir parar e reverter a doença e seus sintomas são identificar e tratar a causa subjacente. Médicos convencionais tendem a tratar somente os sintomas das doenças autoimunes e não tentar procurar a causa raiz. Com frequência, eles prescrevem medicações anti inflamatórias, esteróides ou imunossupressores. O problema destes tratamentos é que eles não conseguem atingir a causa primária da condição e embora possam ser eficazes a curto prazo, eles não são uma solução a longo prazo.
Tratamentos envolvendo drogas imunossupressoras podem aumentar o risco de infecções graves e até mesmo câncer quando tomadas por muito tempo.
Identificar que doença autoimune está te afetando pode ser um processo difícil. Os sintomas podem ser vagos e essas condições podem se apresentar de muitas formas diferentes, afetando a tireóide, o cérebro, a pele ou outros órgãos. Trabalhar junto com um especialista em medicina funcional que possa analisar o histórico médico da sua família, entender seus fatores de riscos para infecções, sensibilidade a alimentos e toxinas, bem como prestar atenção no que você diz para descobrir como todos os seus sintomas se relacionam e determinar que exames devem ser feitos é uma parte essencial para descobrir a causa raiz de sua condição e ajudar no processo de recuperação.

Qual é a minha abordagem para tratar e reverter doenças autoimunes?

Minha abordagem com pacientes que sabidamente tem ou suspeitam ter uma doença autoimune é imediatamente estabelecer uma dieta de eliminação compreensiva, removendo os "top 12" alimentos inflamatórios de seu cardápio. Eu também recomendo que, se acharem que podem, eles removam todos os grãos e leguminosas da dieta. As lectinas presentes nos grãos e legumes tem sido relacionadas a doenças autoimunes.
Eu solicito um exame de fezes abrangente para verificar os níveis de bactérias boas, além de procurar por sinais de infecções e permeabilidade intestinal. E então eu aplico a Abordagem dos 4R da medicina funcional para curar o intestino. Isso é essencial! Mais de 80% do seu sistema imunológico está no intestino. Se você tem uma doença autoimune, então, por definição, você tem um intestino permeável que precisa ser reparado. Caso contrário, você não vai conseguir reverter sua condição.
Eu verifico os níveis de diversos anticorpos nos exames de sangue e procuro por infecções subjacentes. Depois de tudo isso, se os sintomas ainda não tiverem se resolvido, eu procuro por toxinas ocultas, como mercúrio e micotoxinas. Se encontrarmos metais pesados, eu geralmente encaminho o paciente para um tratamento de quelação oral. Se encontrarmos micotoxinas, eu peço que o paciente trate do ambiente de sua casa (p. ex: fungos, mofo, etc).
Eu sei, por experiência própria, como pode ser pesado, confuso, assustador receber o diagnóstico de uma doença autoimune. Eu também sei que a medicina tradicional oferece tratamento para os sintomas, mas não uma solução real para a doença.
Eu recomendo que você procure um profissional de medicina funcional para ajudar a descobrir a causa raiz da sua doença e ajudar a reverter sua condição. Isso é possível.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Diário de Gratidão - Corpo são & Mente Sã

Oi gente, tudo bem? :)
Eu fiquei num dilema tentando decidir se fazia esse post ou não, porque o propósito básico do blog é o compartilhamento de traduções dos artigos médicos/científicos publicados em inglês sobre hashimoto, autoimunidade e etc. Mas no fim das contas achei que gerar um pouquinho de conteúdo próprio uma vez ou outra não faria mal, por isso decidi inaugurar essa coluna aqui no blog ("Corpo são, Mente sã"), pra compartilhar esse tipo de ideias com vocês. 

Eu não costumo fazer listinhas com "promessas" de ano novo. Poucas foram as vezes que me lembro de ter tido uma meta clara estabelecida pro ano seguinte. Na virada do ano anterior ao que eu faria vestibular, por exemplo, estabeleci como objetivo passar pra faculdade e curso que eu queria. Mas foi um caso excepcional, normalmente eu tendo a deixar o ano rolar e vendo o que ele me traz (aquariana aqui! o/ haha). Mas nessa virada de 2015 eu decidi me propor a cuidar mais da saúde - tanto física, quanto mental (porque, afinal de contas, uma inevitavelmente interfere na outra). E o "Diário de Gratidão" foi meu primeiro passo nesse sentido, algo que comecei desde o dia 1 de janeiro e pretendo manter ao longo do ano inteiro. O conceito é bem simples: 

Diariamente, anote em um caderninho as coisas boas que aconteceram no seu dia ou algo pelo qual você seja grata. Procure não repetir temas, mas anotar algo diferente sempre. E não deixe de escrever, mesmo naqueles dias péssimos, em que parece que tudo da errado, simplesmente encontre algo na sua vida pra agradecer, seja ter uma casa para se abrigar, o ar que você respira, enfim... E isso ajuda a ver que por mais difíceis que sejam alguns momentos que passamos, ainda temos muitos motivos para nos sentirmos felizes e gratos. Isso é algo que independe de religião. Não faz diferença se você está se sentindo grato a Deus, ao universo, aos anjos, espíritos de luz ou orixás, a a Shiva ou Zeus ou mesmo se você é ateu... Cada um no seu quadrado. O mais importante é o sentimento de gratidão em si e a consciência de que, apesar dos problemas, nossa vida é, sim, cheia de coisas boas que merecem ser notadas, reconhecidas e registradas. 
E ajuda bastante, quando estamos tendo aqueles dias especialmente pra baixo, reler tudo o que já escrevemos e perceber o tanto de coisas boas que nos acontecem, algumas tão pequenas que se não tivessemos anotado provavelmente nem lembraríamos mais, mas que na hora que aconteceram nos fizeram sorrir e ajudam a fazer a gente se sentir melhor ao recordar. Use canetinhas coloridas, faça pequenos desenhos, quanto mais "fofo" e alegre seu diário ficar, melhor!

Sei que já estamos no meio pro fim de janeiro, mas ainda dá tempo de começar. Dá até pra fazer anotações retroativas: já que estamos no dia 20 de janeiro, se proponha a fazer uma lista de 20 coisas boas que já te aconteceram esse ano ou 20 coisas na sua vida pelas quais você é grata. E a partir de amanhã, siga fazendo as anotações diárias. 

Como eu disse, é um gesto super simples, mas que ajuda bastante a melhorar nossa vibe de um modo geral. Fica a dica :) 

Beijos e feliz 2015!

PS: Já, já vou postando mais traduções.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Deficiências na Tireoidite de Hashimoto: Extração de Nutrientes


"FUNÇÃO TIREOIDEANA E EXTRAÇÃO DE  NUTRIENTES

A deficiência de nutrientes é um problema comum relacionado ao Hashimoto. Com frequência, pessoas que tem a tireoidite de Hashimoto tornam-se deficientes em nutrientes necessários para a adequade funcão tireoidiana. Por que?
 

O hipotireoidismo em si leva a uma extração deficitária de minerais e vitaminas dos alimentos. Os hormônios tireoidianos determinam o metabolismo do corpo inteiro. Desta forma, o trato digestivo não é poupado, especialmente os intestinos. A falta de hormônios tireoideanos suficientes faz com que a extração de nutrientes torne-se mais difícil e menos eficiente e pode levar à deficiência nutricional.


A falta de hormônios tireoideanos também leva a temperaturas corporais mais baixas, o que não apenas nos faz sentir desconforto em ambientes mais frescos, como pode ter um impacto sobre a síntese hormonal e outros importantes processos corporais tais como a digestão, o crescimento dos cabelos, a regeneração da pele, cicatrização de feridas, etc.

A maioria das pessoas com problemas tireoideanos e fadiga adrenal possuem pouco ácido estomacal (ácido hidroclorico ou HCI), que é necessário para a quebra das proteínas. Isso é conhecido como "acloridia". A falta das enzimas digestivas adequadas leva a uma deficiência de aminoácidos, ferro, zinco e outros nutrientes obtidos a partir da proteína. Os sintomas incluem gases, azia, sensação de inchaço e peso no estômago após consumir uma refeição contendo proteína.

A acloridia, constipação e a digestão incompleta de plantas fibrosas tem sido associadas ao hipotireoidismo.

Testes da função hepática podem sofrer alterações de até 50% nas pessoas com hipotireoidismo, levando a uma produção reduzida de bile, substância que auxilia na digestão dos lipídios. Notavelmente, cálculos biliares ("pedra na vesícula") são mais comuns em pessoas com tireoidite de Hashimoto.

LIDANDO COM AS DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS



Baixos índices de Ácido Estomacal 

O uso de enzimas digetivas, probióticos e ácidos suplementares pode ser necessário para auxiliar a digestão de proteínas. Betaína com Pepsina é um suplemento usado para aumentar os níveis de ácido estomacal e pode ser encontrado em cápsulas, devendo ser tomado após uma refeição rica em proteína, começando com uma cápsula por refeição. A dose pode ser aumentada em mais uma cápsula a cada refeição, até que os sintomas de excesso de ácido sejam sentidos (arrotos, queimação, etc). Neste momento, você saberá que a dose ideal é uma cápsula a menos do que aquela que gerou estes sintomas.

Muitas pessoas ficam surpresas com o fato de que se sentem muito mais dispostas e energéticas após começar a tomar enzimas digestivas junto às refeições.


Corrigir o desequilíbrio bacterial nos intestinos também auxilia a produção de enzimas digestivas. No futuro, traremos novos posts a respeito de deficiências nutricionais, bem como outras intervenções para melhorar a digestão (como dietas e probióticos). 



Pessoas que tenham Hashimoto também são cinco vezes mais propensas a receberem um diagnóstico de doença celíaca. Recentemente, a intolerância ao glúten tem sido descrita como um espectro, com apenas alguns dos casos mais severos de danos sendo diagnosticados como doença celíaca. Ademais, algumas pessoas com Hashimoto podem apresentar uma intolerância semelhante à celíaca a proteínas do leite (whey e/ou caseína), proteínas do ovo (albumina) ou proteínas da soja.

Muitos destes casos não são diagnosticados e, quando as pessoas continuam a ingerir tais alimentos, estão danificando seus intestinos e privando-se de nutrientes vitais. Soa surpreendente, mas mesmo pessoas acima do peso podem estar completamente desnutridas e deficientes de nutrientes por conta dos alimentos que ingerem. Intolerâncias alimentares serão discutidas em maior detalhe em posts futuros ou podem ser encontrado neste livro .

Estas enzimas devem estimular seu organismo a produzir seu próprio ácido e ajudar você a extrair os nutrientes dos alimentos que consome. Depois de algum tempo, você deve poder parar de tomar os suplementos enzimáticos, conforme seu próprio corpo vai produzindo uma quantidade suficiente de ácido digestivo. Como alternativa, suco de limão e vinagre de maçã também podem ajudar a produzir mais ácido digestivo.

OBS: Lembre-se de sempre CONSULTAR SEU MÉDICO antes de tomar qualquer suplemento alimentar, enzimático ou mesmo recursos naturais como vinagre ou limão! O uso indiscriminado de tais substâncias por algumas pessoas pode gerar outros problemas como, por exemplo, gastrite ou mesmo úlceras estomacais. 

Corrigir o desequilíbrio bacteriano nos intestinos também ajuda a produzir enzimas digestivas suficientes. No futuro, traremos novos posts sobre deficiências nutricionais e outras intervenções para auxiliar a digestão (como dietas e probióticos).
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Por onde começar com a Tireoidite de Hashimoto?


"POR ONDE COMEÇAR COM O HASHIMOTO?

Ao longo das minhas pesquisas, eu descobri que o Hashimoto pode atingir mais do que apenas a tireóide.

A maioria dos pacientes com Hashimoto e hipotireoidismo terá refluxo ácido, deficiências de nutrientes, anemia, intestino permeável, alergias alimentares e insuficiência adrenal. Sintomas de digestão e absorção debilitadas, ansiedade, fadiga crônica e alergias a componentes químicos ou ambientais também podem ser notados.

A Tireoidite de Hashimoto é uma condição complicada, com muitas camadas que precisam ser desvendadas. Enquanto a medicina tradicional apenas olha para cada sistema do corpo como uma categoria separada, e só está preocupada com a habilidade da tireóide de produzir hormônios tireoideanos, o Hashimoto é mais do que apenas hipotireoidismo.

Eu levei três anos para descobrir as intervenções no estilo de vida para a Tireoidite de Hashimoto e o hipotireoidismo.

COMO VOCÊ PODE ENCONTRAR A CAUSA RAIZ DA SUA CONDIÇÃO?

Você tem que esmiúçar (DIG AT IT).

Comece com as modificações mais simples, removendo gatilhos, e, em seguida, reparando os outros sistemas defeituosos para restabelecer o equilíbrio, permitindo que o corpo se reconstrua. Você irá cavar  o porquê de seu sistema imunológico estar desequilibrado em primeiro lugar e isso vai dizer a você como começar a finalmente sentir-se melhor, reduzir seus anticorpos tireoideanos e até mesmo fazer com que sua condição entre em remissão.

Você vai ter que criar sua própria linha do tempo da saúde. Olhe para trás, para seu histórico geral, tão lá atrás quanto você conseguir se lembrar. Procure por infecções, períodos de stress severo, uso de medicações (especialmente antibióticos, antiácidos e contraceptivos orais), acidentes e exposição a toxinas. Esses são eventos que podem ter contribuído para [que você desenvolvesse] a tireoidite de Hashimoto. Uma vez que o faça, você irá saber que tipos de mudanças precisa implementar para fazer com que você sinta-se melhor.

SEIS PASSOS PARA QUEBRAR O CICLO VICIOSO NO HASHIMOTO

Passo 1: Diagnóstico correto

Receber o diagnóstico correto é o primeiro passo para ter sua vida de volta. Nosso objetivo é ajudar você a entender seu diagnóstico e as implicações associadas com a tireoidite autoimune, de modo que você possa estar habilitado para reagir efetivamente.

Passo 2: Administração da medicação

Hormônios tireoideanos afetam cada órgão, tecido e célula no corpo. A administração adequada irá permitir que você se recupere dos efeitos do hipotireoidismo, dando-lhe energia, vitalidade e suporte para continuar trabalhando em otimizar sua saúde.

Passo 3: Farmacologia alimentar

Otimizar sua saúde começa com a comida. Descobrir quais alimentos te nutrem e quais te fazem mal é a coisa mais importante que você pode aprender em sua jornada da saúde.

Passo 4: Equilibrando suas adrenais

As adrenais são glândulas que secretam nossos hormônios do stress. O stress excessivo desliga a habilidade do corpo de se curar e causa estragos em nossos hormônios. Quando você cuidar das suas adrenais, seu corpo irá recompensá-lo.

Passo 5: Curando seu intestino

Seu intestino é o lar do seu sistema imunológico. Quando você cura e equilibra sua função intestinal, seu sistema imunológico também se recupera. Hipócrates dizia: "Todas as doenças começam no intestino".

Passo 6: Removendo toxinas

As toxinas podem disparar uma doença autoimune. Reduzir a carga de toxinas permite que o corpo se cure.

IMPLEMENTANDO MUDANÇAS

Saber o que você precisa fazer é uma peça importante do quebra-cabeça; implementar é uma outra grande peça. Algumas vezes, as coisas parecem esmagadoras quando uma multiplicidade de sistemas parecem estar quebrados. Eu não tinha certeza do que deveria fazer logo que iniciei minha jornada da saúde, e eu recebo as mesmas perguntas de muitos de vocês... "Tantas mudanças a fazer, tantos sintomas, por onde eu começo?"

Encontre seu ritmo. Isso é uma maratona, não uma corrida [de velocidade]. Provavelmente você levou muitos anos para ficar com a saúde do jeito que está atualmente e irá levar mais algum tempo para endireitar seu organismo. Eu aprendi recentemente que naturopatas dizem que leva em torno de 1 a 2 meses de recuperação para cada mês que uma pessoa esteve doente. Isso me parece estar correto.

Intervenções no estilo de vida funcionam, mas não tão rapidamente quanto medicações. É por isso que eu sempre recomendo otimizar seus medicamentos como um primeiro passo depois de receber o diagnóstico correto.

Através de muita tentativa e erro, eu descobri que essa ordem em particular é a que melhor funciona para organizar sua vida. Por exemplo, algumas pessoas foram levadas a fazer uma desentoxicação como primeiro passo, tendo em vista que elas tinham muitos sintomas de toxicidade no organismo, contudo, quando a função intestinal está prejudicada, as abordagens baseadas na desentoxicação não funcionam tão bem. Nós frequentemente descobrimos que endireitar a dieta irá aliviar muitos dos sintomas de toxicidade. Desta forma, em termos de mudança de estilo de vida, nós começamos com a comida. Eu sei que parece assustador, mas dê uma chance.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O que realmente está acontecendo na Tireoidite de Hashimoto?



"O QUE REALMENTE ESTÁ ACONTECENDO NA TIREOIDITE DE HASHIMOTO?


A tireoidite de Hashimoto é mais do que simplesmente hipotireoidismo. 

A maioria dos pacientes com Hashimoto irá apresentar refluxo ácido, deficiência de nutrientes, anemia, permeabilidade intestinal, sensibilidades a alimentos, desordens da gengiva e hipoglicemia, além dos sintomas do hipotireoidismo "típico", tais como ganho de peso, intolerância ao frio, queda de cabelo, cansaço e constipação. 

O corpo fica preso em um estado crônico de sobrecarga do sistema imunológico, insuficiência adrenal, disbiose intestinal, digestão debilitada, inflamação e anormalidades de liberação de hormônios tireoideanos. 

Este ciclo é interrelacionado e se auto-reforça através de um loop de feedback positivo, o que significa que o ciclo é auto-sustentável e irá continuar causando mais e mais sintomas até que um fator externo intervenha e quebre o ciclo. 

Infelizmente, simplesmente adicionar suplementos tireoideanos a essa mistura não irá resultar na recuperação total para a maioria dos pacientes. Ademais, medicar apenas a tireóide pode acordar as adrenais e o equilíbrio imunológico, o que irá, por sua vez, perpetuar o ciclo vicioso. 

As intervenções de estilo de vida que eu pesquisei e testei desmantelam o ciclo vicioso peça por peça. Nós começamos removendo gatilhos, e seguimos reparando os outros sistemas quebrados para restabelecer o equilíbrio, permitindo que o corpo se reconstrua. "


O que acontece na Tireoidite de Hashimoto


Para os interessados em uma visão mais completa, além dos posts no blog da autora do artigo, existe o livro escrito por ela ("Hashimoto's Thyroiditis: Lifestyle Interventions for Finding and Treating the Root Cause" - "Tireoidite de Hashimoto: intervenções no estilo de vida para encontrar e tratar a causa raiz") para ajudar as pessoas a reconstruir suas vidas. O livro pode ser adquirido no site  www.thyroidpharmacist.com/book